sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mestres Por Natureza

Hoje, enquanto andava pelas ruas de minha cidade, deparei-me com algumas pessoas idosas. Umas mais endinheiradas que as outras, certamente. Mas, estava a pensar sobre algo que as tornam iguais, que muitas das vezes é desvalorizado ou omitido pelas próprias. Ter idade avançada é um presente divino. Não importa se boa ou ruim, a história das mãos enrugadas, dos cabelos grisalhos, da voz fragilizada - e, às vezes, de uma bengalinha estilosa, nada mais é que revelação pura de sabedoria. 

"Agora que estou velho, de cabelos brancos, não me abandones, ó Deus, para que eu possa falar da tua força aos nossos filhos, e do teu poder ás futuras gerações".

(Sl. 71:18)



Triste é que a simpatia contagiante da maioria deles está pautada na dura realidade que encaram todas as manhãs: o tempo deles entre nós é, teoricamente, menor. Talvez, se vivêssemos lembrando disso, inventaríamos dias melhores. Em se tratando de efemeridade, somos todos iguais.

É sempre bom parar pra ouvi-los. Eles, afinal de contas, têm muito a nos ensinar! Da próxima vez que tiver preciosa oportunidade, por mais ateu que possa ser tal idoso, observe. Será sempre possível perceber o poder de Deus em sua vida. Pensando bem, há uma coisa em nós que não envelhece com o passar dos anos: o brilho nos olhos. Lindo ver no sorriso desenhado por protéticos que apesar de sermos tão cheios de picuinhas bobas, a vida vale a pena. 

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