"Feliz ano novo",
seria mesmo um desejo admissível? O que, de fato, mudará? O que, de fato, será
novo? Um número a mais, outro a menos. Corre o calendário e na realidade todas
as coisas permanecem no mesmo lugar. Queima de fogos, lista de coisas pra se
cumprir, é festa. Comemoramos. O quê? Mais um ano que se inicia, menos outro
que muitas das vezes dizemos que "queremos ver pelas costas".
Trezentos e sessenta e cinco dias e ponto. Recomeça a contagem. Só isso. Nada
mais. Engraçado que dependo da idade que se tem o "ano novo" é visto
de maneira completamente diferente, o que nos possibilita viver cada virada de
maneira singular. Acontece assim como num livro, vejo esse recomeço como o
início de um novo capítulo. Uma curiosa sensação de renovo é inevitável. Quando
se tem fé de que as coisas vão melhorar - e sempre há o que melhorar, há um
certo poder libertador que toma conta da gente. Posso dizer que neste ano que
se encerra, deixei-me ser. Vivi "primeira vez" em infinitas
situações. E, mais uma vez, nos surge a oportunidade de fazer coisas novas, de
fazer diferente, nunca igual, fazer diferença. Diria então, há um novo capítulo
da vida a ser descoberto. Feliz capítulo inédito escrito por você.

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