Enfeitadas, com jardim, sem grades, coloridas, pequenas, empoeiradas, com blackout, grandes, sem jardim, com grades, entra luz, entra bichos, entra mosquito, entra
vento, entra o sol. Janelas. Se não forem abertas perdem o seu sentido. Elas existem
para arejar a história da gente. Tenho descoberto uma nova maneira de ali, tocar as nuanças da vida com olhares menos rigorosos. Mas, comecei a desvendar mistérios do viver quando ousei sair. Saí da minha janela, saí e fui.
Ao encontro daquilo que me esperava lá fora, encontrei cheiros extraordinários de paz e alegria enquanto percorria sem receio um caminho de pedras e monturos. Descortinei novas janelas. É preferível morrer ludibriada a levar para a sepultura irremissível uma falsa certeza - enquanto
expectadora em janelas que são minhas.
Fechem as janelas, tô saindo!
Fechem as janelas, tô saindo!
[...] De volta ao lar, aqueles buracos em minha parede tornam a ventilar novos ares.
Abram as janelas, preciso de ar!
Preciso de fôlego pra sair de novo.

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